Enfermeira que denunciou assédio de médico no PI: o que se sabe
03/04/2026
(Foto: Reprodução) Assédio sexual e moral em hospital: enfermeira denuncia ter sofrido assédio de médico
Uma enfermeira denunciou ter sido vítima de assédio moral e sexual por um médico dentro do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, no litoral do Piauí. O caso é investigado pela Polícia Civil e também é apurado internamente pela unidade de saúde.
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O g1 reuniu as principais informações já conhecidas sobre o caso. Confira abaixo:
Denúncia de assédio
Segundo o relato da profissional, as importunações teriam começado no início de março e se repetido por mais de um mês.
O episódio mais grave, conforme a denúncia, ocorreu durante um plantão entre os dias 27 e 28, quando o médico teria se aproximado por trás, feito contato físico sem consentimento e insinuado vantagem em troca da retirada de um registro no prontuário.
A enfermeira procurou a Delegacia da Mulher, onde registrou boletim de ocorrência no dia 28 de março e prestou depoimento dias depois. O caso também foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI).
Perseguição e prontuário
De acordo com a advogada da profissional, Hellen Daniele, após recusar investidas do médico, a enfermeira passou a sofrer perseguição no ambiente de trabalho.
A defesa afirma que o médico chegou a inserir informações falsas no prontuário de um paciente, o que gerou um desentendimento entre os dois.
Demissão após denúncia
Ainda segundo a advogada, a enfermeira foi chamada ao hospital no dia 31 de março, após já ter procurado a polícia, e informada de que seria demitida.
“Quando chamaram ela, já estava com a demissão pronta. Ela achava que era para conversar sobre o caso”, afirmou.
A defesa questiona a justificativa apresentada pela unidade e afirma que a profissional já estava com escala de plantões definida e que não havia substituto previsto para a função.
Recontratação
Horas depois, conforme o relato da advogada, o hospital voltou atrás na decisão e recontratou a enfermeira, após questionamentos feitos por um advogado que a acompanhou.
“A solução foi recontratar depois da pressão. Mas agora com contrato de seis meses, sendo que antes era por tempo indeterminado”, disse.
O que diz o médico
O g1 tentou contato com o médico citado na denúncia, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
O que diz o hospital
Em nota, o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde informou que recebeu a denúncia e encaminhou o caso ao Comitê de Ética. A unidade afirmou que a apuração ocorre sob sigilo e que todas as partes envolvidas estão sendo ouvidas.
Até o momento, não há informações sobre eventuais medidas administrativas adotadas em relação ao médico citado na denúncia. O caso segue em investigação.
Nota do Heda
O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) recebeu a denúncia envolvendo suposto caso de assédio moral e sexual no âmbito da unidade e tratou a situação com a devida prioridade desde o primeiro momento.
Em conformidade com os fluxos institucionais já estabelecidos, o caso foi imediatamente encaminhado ao Comitê de Ética, que conduz a apuração com responsabilidade, imparcialidade e respeito ao devido processo legal. Todas as partes envolvidas estão sendo ouvidas, incluindo testemunhas, para o completo esclarecimento dos fatos.
Por se tratar de um processo em andamento, as informações são conduzidas sob sigilo, conforme a legislação vigente, garantindo a proteção das pessoas envolvidas e a adequada apuração.
O HEDA reafirma que situações dessa natureza são tratadas com seriedade e responsabilidade, e que não são compatíveis com o ambiente de trabalho que a instituição preza. Seguimos comprometidos com a promoção de um espaço seguro, ético e respeitoso para todos.
As medidas cabíveis serão adotadas a partir da conclusão da apuração.
HEDA - Parnaíba
Ascom Sesapi
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